O fundador da Gráfica Print, Dalmi Fernandes Defanti Junior, construiu sua trajetória no setor gráfico a partir de uma percepção que poucos empreendedores amadurecem cedo o suficiente: existe uma diferença fundamental entre gerir uma empresa e liderar uma empresa; e confundir as duas funções é uma das causas mais comuns de estagnação organizacional.
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Gestão e liderança: dois papéis que não são intercambiáveis
Gestão é sobre controlar o presente. Envolve processos, metas, indicadores, eficiência, cumprimento de prazos e resolução de problemas operacionais. É uma função indispensável, sem ela, a empresa não funciona. Mas é uma função de manutenção, não de crescimento, explica Dalmi Fernandes Defanti Junior.
Liderança é sobre construir o futuro. Envolve visão, cultura, direcionamento, motivação e a capacidade de fazer com que pessoas se movam em uma direção comum com energia e convicção. Um gestor resolve o problema de hoje. Um líder evita que o problema de amanhã exista. A maioria das empresas que para de crescer tem gestores excelentes e líderes ausentes.
Por que tantos empreendedores ficam presos no papel de gestor?
A resposta tem raiz na forma como a maioria dos negócios começa. No início, o fundador faz tudo: vende, produz, atende, entrega e administra. Esse modelo funciona enquanto a empresa é pequena. O problema começa quando ela cresce e o fundador continua operando da mesma forma, apenas com mais volume.
O resultado é previsível: o crescimento estagna porque o principal responsável pela empresa está ocupado demais resolvendo problemas do dia a dia para pensar estrategicamente. Dalmi Fernandes Defanti Junior ressalta que a empresa para de crescer não por falta de oportunidades, mas por falta de liderança disponível para capturá-las.

Quais comportamentos identificam um líder que direciona versus um que paralisa?
Líderes que direcionam tomam decisões com informação incompleta, porque sabem que esperar pela certeza absoluta, em negócios, é sempre tarde demais. Delegam com confiança, erram rápido, ajustam e avançam. Comunicam com clareza para onde a empresa está indo e por quê, e tal como informa Dalmi Fernandes Defanti Junior, permite que cada membro da equipe tome decisões alinhadas sem precisar consultar o líder a cada passo.
Líderes que paralisam tomam decisões por centralização. São os que precisam aprovar tudo, que desconfiam da capacidade da equipe e que interpretam o controle como segurança. O paradoxo é que esse comportamento, que parece reduzir riscos, na prática os amplifica: a empresa fica dependente de uma única pessoa, incapaz de operar em seu potencial real.
Como o direcionamento organizacional impacta os resultados práticos?
Empresas com liderança estratégica clara têm um ativo que raramente aparece nos relatórios financeiros: alinhamento. Quando todos entendem as prioridades, os critérios de decisão e os valores que guiam a empresa, o desperdício de energia com conflitos internos, retrabalho e decisões contraditórias cai drasticamente.
Como fundador da gráfica Print, Dalmi Fernandes Defanti Junior, retrata que esse alinhamento também reduz o tempo de onboarding de novos colaboradores, aumenta a capacidade de adaptação a mudanças externas e melhora o clima organizacional, que, por sua vez, reduz a rotatividade, um dos custos mais subestimados na gestão de negócios.
O papel da cultura no desenvolvimento de lideranças internas
Empresas que crescem de forma sustentável não dependem de um único líder brilhante, desenvolvem líderes em todos os níveis. Isso só é possível quando existe uma cultura que tolera o erro calculado, que recompensa a iniciativa e que fornece às pessoas as informações de que precisam para agir com autonomia responsável.
Construir essa cultura é um trabalho de longo prazo que começa nas decisões cotidianas do fundador ou CEO. Cada vez que um gestor responde uma pergunta que o colaborador poderia ter resolvido sozinho, está, inadvertidamente, treinando a equipe para a dependência. Cada vez que delega com clareza e confia no processo, está construindo capacidade organizacional real. O fundador da Gráfica Print entende que esse trabalho de desenvolvimento de pessoas é tão essencial quanto qualquer investimento em equipamento ou tecnologia.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez