Elias Assum Sabbag Junior acompanha a evolução das embalagens industriais e observa que o plástico corrugado vem se consolidando como uma alternativa estratégica para operações que precisam de resistência, padronização e durabilidade. Em um cenário de pressão por eficiência e redução de custos indiretos, esse material passa a ser visto como parte da solução, e não apenas como item de suporte.
O plástico corrugado é um tipo de plástico estruturado em formato de “ondulação” interna, semelhante ao papelão ondulado, porém com características mais adequadas a ambientes industriais. Ele pode ser aplicado em caixas retornáveis, divisórias, proteções internas, bandejas, separadores e revestimentos de carga. Além disso, é leve, fácil de manusear e oferece boa resistência ao impacto, o que favorece o transporte e a armazenagem.
Esse ganho prático é um dos motivos para o aumento da demanda. Quando a embalagem protege melhor, há menos avarias. Quando ela dura mais, há menos reposição. E quando a operação trabalha com padrão, há mais controle de inventário e previsibilidade no fluxo de distribuição.
Economia circular e embalagens industriais: uma mudança de lógica
Durante muito tempo, o setor industrial operou dentro de uma lógica linear. Produzir, consumir e descartar. Porém, a economia circular vem mudando esse raciocínio. O objetivo agora é prolongar o ciclo de vida dos materiais, reduzir a geração de resíduos e criar rotas mais eficientes de reaproveitamento.

Nesse contexto, embalagens sustentáveis não são apenas uma tendência de marketing. Elas passam a ter valor operacional. Quando uma empresa adota embalagens retornáveis, por exemplo, ela reduz o volume de descartáveis, melhora a rastreabilidade e pode diminuir custos associados ao descarte e ao retrabalho.
Elias Assum Sabbag Junior destaca que esse movimento ganha força porque a sustentabilidade deixou de ser um tema isolado. Ela entrou na estratégia. Assim, setores como logística, compras e operações passaram a integrar decisões que antes ficavam restritas à área ambiental.
O papel do material pós-consumo na indústria
Um dos pontos centrais da economia circular é o uso de matéria-prima reciclada. E, dentro desse universo, o material pós-consumo se tornou um dos temas mais relevantes. Ele representa o reaproveitamento de resíduos que já passaram pelo consumidor e retornam ao ciclo produtivo.
Na prática, utilizar pós-consumo em embalagens pode contribuir para reduzir a dependência de resina virgem e diminuir impactos ambientais associados à extração e produção de novos insumos. Além disso, quando existe rastreabilidade e controle de qualidade, esse tipo de solução atende demandas reais do mercado, sem comprometer a funcionalidade.
O avanço desse modelo depende de estrutura. É preciso ter cadeia organizada, fornecedores consistentes e processos industriais bem definidos. Ainda assim, o crescimento do pós-consumo é visível, principalmente em segmentos que buscam comprovar metas ambientais com ações objetivas e mensuráveis.
Por que o plástico corrugado cresce em aplicações industriais
O uso do plástico corrugado se expandiu por razões técnicas. Ele é resistente à umidade, suporta manuseio repetido e se adapta bem a operações com alta rotatividade. Por isso, tem grande aplicação em ambientes onde o papelão tradicional perde desempenho.
Outro ponto é a possibilidade de customização. O plástico corrugado pode ser desenvolvido em diferentes espessuras e formatos, permitindo adequação a produtos frágeis, componentes técnicos ou itens com alto valor agregado. Isso favorece setores que precisam de proteção consistente, como autopeças, eletroeletrônicos, farmacêutico e alimentos, dependendo do projeto.
Elias Assum Sabbag Junior reforça que a embalagem industrial deve ser vista como parte do processo produtivo. Quando ela é bem dimensionada, ela reduz riscos, melhora o fluxo e protege a reputação da operação, já que falhas logísticas também impactam a percepção de qualidade.
ESG e competitividade: quando sustentabilidade vira critério de mercado
A agenda ESG acelerou uma transformação importante. Empresas passaram a ser cobradas por práticas sustentáveis, e isso inclui não apenas o produto final, mas toda a cadeia. Embalagens entram nesse debate porque são visíveis, recorrentes e influenciam diretamente a geração de resíduos.
Ao adotar embalagens sustentáveis com material reciclado e pós-consumo, a indústria consegue alinhar discurso e prática. Além disso, a escolha pode fortalecer relatórios de sustentabilidade, melhorar indicadores ambientais e gerar vantagem competitiva em processos de contratação e fornecimento.
Outro fator é o comportamento do mercado. Compradores corporativos, especialmente em grandes cadeias, passaram a exigir critérios ambientais mais claros. Isso cria um efeito dominó. Fornecedores precisam se adaptar. E soluções como plástico corrugado retornável ganham espaço.
Energia renovável e produção industrial: a sustentabilidade também vem da fábrica
A discussão sobre economia circular não se limita ao descarte. Ela também envolve como a indústria produz. O uso de energia renováveis em processos fabris vem crescendo e reforça a consistência ambiental das soluções oferecidas.
Quando a cadeia combina matéria-prima reaproveitada, processos eficientes e energia renovável, o resultado é mais coerente. Esse conjunto tende a ser melhor avaliado por auditorias e padrões de governança, além de reduzir emissões associadas à produção.
Elias Assum Sabbag Junior aponta que, nos próximos anos, a indústria deverá ser cada vez mais pressionada a demonstrar impacto real. Por isso, decisões sobre embalagens serão tratadas com mais técnica, menos improviso e maior integração com planejamento logístico.
Uma tendência que tende a se tornar padrão
A expansão do plástico corrugado, do pós-consumo e das embalagens sustentáveis reflete uma mudança estrutural. A indústria está entendendo que eficiência e sustentabilidade não são forças opostas. Elas podem caminhar juntas, desde que existam critérios técnicos e visão de longo prazo.
Com operações cada vez mais exigentes, a embalagem deixa de ser detalhe. Ela passa a ser ferramenta de competitividade. E, dentro da lógica da economia circular, soluções duráveis, retornáveis e alinhadas ao reaproveitamento de materiais devem continuar avançando como parte do novo padrão industrial.
Autor: Stanislav Melnikov