Para o Pe. Jose Eduardo De Oliveira e Silva, a experiência do sagrado na vida cristã encontra o seu ápice quando o fiel consegue ultrapassar a barreira do rito meramente externo. A celebração como uma escada mística que permite ao homem de fé tocar a eternidade enquanto ainda caminha no tempo cronológico.
Neste artigo, exploraremos a função dos símbolos sagrados, a importância da beleza estética no santuário e como o recolhimento interior facilita a união com o Criador. Siga a leitura e veja que elevar a alma é um convite à metanoia. Veja como transformar a sua participação na missa num evento de profunda renovação espiritual.
De que forma a liturgia e transcendência? Elevar a alma atua no fiel?
A ação litúrgica não se esgota na reunião da comunidade, mas projeta-se para a realidade do Reino de Deus que já está entre nós. A celebração é o momento em que o véu entre o céu e a terra se torna mais fino, permitindo que a criatura adore o seu Criador em espírito e verdade. Quando os ritos são celebrados com a dignidade necessária, eles retiram o fiel da sua autorreferencialidade e o colocam diante da majestade divina.
Elevar a alma é um processo de purificação do olhar que nos ensina a ver a presença de Cristo em cada sinal sacramental. É fundamental compreender que a alma humana possui uma sede natural pelo infinito que só pode ser saciada no encontro com o sagrado. O teólogo Jose Eduardo De Oliveira e Silva reforça que o espaço litúrgico deve ser um oásis de paz onde o ruído do mundo não consegue penetrar.
Nesse sentido, a harmonia entre o canto, o incenso e o silêncio cria a atmosfera propícia para que o coração se eleve sem esforço. Ao participarmos da liturgia, somos convidados a deixar de lado as nossas preocupações imediatas para mergulharmos no oceano da misericórdia de Deus, onde encontramos o verdadeiro sentido da nossa existência.

Qual é o papel da beleza na liturgia e transcendência: elevar a alma?
A estética cristã nunca foi um luxo desnecessário, mas uma via pedagógica para comunicar verdades que as palavras não conseguem expressar plenamente. A beleza das imagens, das alfaias e dos paramentos serve para despertar o espanto e a admiração diante do mistério pascal. Elevar a alma depende, em grande medida, da nobreza com que os santos mistérios são tratados pelos seus ministros e pelo povo.
Todavia, quando a beleza é negligenciada em nome de um falso pragmatismo, corre-se o risco de reduzir a celebração a um evento burocrático ou meramente social. A ordem e a sobriedade dos movimentos litúrgicos transmitem uma serenidade que acalma as tempestades da alma. Como aponta o Pe. Jose Eduardo De Oliveira e Silva, a precisão dos ritos protege a oração do sentimentalismo vazio, ancorando-a na verdade objetiva da revelação.
Elevar a alma exige uma disciplina interior que começa na valorização do sagrado como algo que nos ultrapassa e nos santifica. A beleza na liturgia funciona como um ícone vivo que, ao ser contemplado com fé, permite que a glória de Deus resplandeça nas nossas vidas, transformando as nossas fraquezas em canais de graça.
Como levar a liturgia e transcendência?
O fruto de um encontro autêntico com o Transcendente deve manifestar-se numa conduta ética marcada pela caridade e pelo testemunho de fé. O Pe. Jose Eduardo De Oliveira e Silva ressalta que o fiel que verdadeiramente eleva a sua alma no santuário torna-se um portador da luz de Cristo nos ambientes onde vive. Elevar a alma não termina no “Ide em paz”, mas continua através de uma vida de oração constante e de serviço desinteressado ao próximo.
Como resume o Pe. Jose Eduardo De Oliveira e Silva, a consciência da presença de Deus deve acompanhar o cristão em todas as suas decisões, desde as mais simples às mais complexas. Ao vivermos a liturgia, transcendência e elevamos a alma com seriedade, tornamo-nos pedras vivas da Igreja, contribuindo para a santificação do mundo através do nosso exemplo. Que a cada celebração, possamos subir um degrau na escada da perfeição, sabendo que o Senhor nos espera para nos revestir da Sua própria vida e nos conduzir à pátria eterna onde a liturgia será perene e gloriosa.
Autor: Diego Velázquez