O Tribunal de Contas da União (TCU) acompanhará os testes de integridade das urnas eletrônicas realizados durante as Eleições Gerais de 2026. A fiscalização será feita nas 27 unidades da Federação, em parceria com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), e abrangerá tanto o modelo tradicional de auditoria quanto os procedimentos que utilizam biometria.
A informação foi divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2 de outubro de 2026, dois dias antes do primeiro turno. A atuação do TCU está prevista em um acordo de cooperação técnica firmado com o TSE e tem como finalidade verificar se as etapas dos testes estão sendo executadas de acordo com as normas estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
O que será acompanhado pelo tribunal
Na véspera da votação, os auditores deverão observar procedimentos relacionados à definição das seções eleitorais que participarão da auditoria. Já no dia da eleição, o acompanhamento incluirá momentos como a emissão da zerésima, documento que demonstra que não há votos registrados na urna antes do início do teste, além do encerramento dos trabalhos.
O acompanhamento pretende verificar a regularidade dos procedimentos, sem substituir a função dos órgãos da Justiça Eleitoral responsáveis pela organização e pela execução das eleições. A fiscalização ocorrerá nos locais definidos para os testes e deverá abranger as diferentes fases previstas para a conferência do funcionamento das urnas eletrônicas.
A autorização para a ação de controle foi aprovada pelo Plenário do TCU em 16 de setembro de 2026. O Acórdão 2558/2026 do TCU estabeleceu a avaliação da regularidade dos procedimentos relacionados aos testes de integridade realizados pela Justiça Eleitoral.
Diferença entre os testes com e sem biometria
O teste de integridade tradicional utiliza cédulas preenchidas para simular uma votação. Os votos registrados nessas cédulas são posteriormente comparados com os dados contabilizados pela urna eletrônica. A correspondência entre os dois resultados é um dos elementos verificados durante o procedimento.
Nos locais em que houver teste de integridade com biometria, também será acompanhado o uso das impressões digitais de eleitoras e eleitores voluntários. A participação dependerá de consentimento, conforme as informações divulgadas pelo TSE. Nessa modalidade, a biometria é utilizada dentro do próprio procedimento de auditoria para reproduzir, de forma controlada, etapas associadas à habilitação do eleitorado.
A realização de modalidades diferentes permite observar o funcionamento do sistema eletrônico de votação sob procedimentos previstos pela Justiça Eleitoral. O trabalho do TCU acrescenta uma camada de acompanhamento externo sobre a execução dessas etapas em todo o território nacional.
Resultado de teste realizado na sede do TSE
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro de 2026, o TSE informou que um teste de integridade feito na sede do tribunal confirmou a correspondência entre os votos registrados em cédulas e aqueles contabilizados pelas urnas eletrônicas. O procedimento contou com a presença de representantes de instituições públicas e entidades que acompanham o processo eleitoral.
Segundo a segunda divulgação do TSE sobre o teste realizado em sua sede, acompanharam a atividade representantes do TCU, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Polícia Federal, da Controladoria-Geral da União e da Ordem dos Advogados do Brasil.
Esse tipo de procedimento é realizado antes, durante e depois da votação simulada, permitindo comparar o conteúdo das cédulas com o resultado apresentado pelo equipamento. A conferência busca demonstrar, em ambiente controlado e acompanhado por instituições, se os votos inseridos no teste são corretamente registrados e totalizados pela urna.
Quando o relatório será apresentado
Após o encerramento das atividades, o TCU deverá consolidar as informações reunidas pelos auditores. De acordo com o TSE, o relatório final deverá ser encaminhado ao tribunal eleitoral em até 30 dias corridos depois do segundo turno das Eleições Gerais de 2026.
O documento deverá reunir as constatações feitas durante o acompanhamento nos estados e no Distrito Federal, incluindo as etapas observadas na véspera e no dia da votação. A iniciativa reforça a transparência sobre os mecanismos de auditoria do sistema eletrônico de votação e oferece à sociedade informações institucionais sobre a fiscalização dos testes de integridade das urnas eletrônicas.