O Rio de Janeiro prevê mudanças na estrutura do transporte público até 2028. O Plano Estratégico 2025–2028 da Prefeitura do Rio reúne metas para a renovação da frota de ônibus, a expansão da bilhetagem digital e a transformação de trechos dos corredores Transcarioca e Transoeste em sistemas leves sobre trilhos, no modelo VLT.
As medidas atingem diferentes formas de deslocamento usadas na cidade, incluindo ônibus municipais, BRT, VLT e bicicletas. O documento, publicado em março de 2026, estabelece 2028 como horizonte para a execução das metas. A proposta é reorganizar a rede, ampliar a integração entre modais e reduzir os impactos ambientais associados ao transporte coletivo.
Ônibus terão concessões substituídas gradualmente
Entre as medidas previstas está a substituição gradual das concessões de ônibus. O plano também aponta para a renovação da frota por veículos de baixa emissão, o que relaciona a modernização do serviço à redução da poluição gerada pelos deslocamentos urbanos.
Para o passageiro, a mudança poderá representar uma alteração progressiva nos veículos que circulam pelas linhas municipais. O plano, porém, apresenta metas de planejamento para o período e não detalha, no documento indicado, um calendário completo para cada substituição, nem informa quais linhas serão alteradas primeiro.
A modernização também inclui os abrigos de ônibus. A previsão é melhorar a estrutura de espera dos usuários, uma medida que faz parte do conjunto de ações voltadas ao transporte de superfície. A execução dependerá da organização dos contratos e das etapas definidas pela administração municipal ao longo do período de vigência do plano.
Bilhetagem digital deve alcançar todos os modais municipais
Outra frente prevista é a implantação da bilhetagem digital Jaé em todos os modais municipais. A proposta amplia o uso de uma mesma solução tecnológica no sistema de transporte sob responsabilidade do município, com o objetivo de facilitar o pagamento e a integração dos deslocamentos.
A abrangência da medida é relevante para quem combina diferentes meios de transporte no trajeto diário. Usuários que utilizam ônibus, BRT ou VLT poderão ser impactados pela expansão do sistema, conforme a implantação avance. O plano não apresenta, na fonte consultada, um cronograma detalhado por modal ou por região da cidade.
O tema da integração aparece também no planejamento metropolitano. O BRT Transbrasil deverá ser integrado à rede metropolitana, conectando o corredor às necessidades de deslocamento entre o Rio e os municípios da região. Essa articulação é importante porque parte dos passageiros cruza limites municipais para trabalhar, estudar ou acessar serviços.
Transcarioca e Transoeste podem avançar para o modelo VLT
O Plano Estratégico prevê a conversão de trechos dos corredores Transcarioca e Transoeste em sistemas leves sobre trilhos. A transformação não significa, segundo o texto apresentado, a conversão integral dos dois corredores, mas a implantação do modelo VLT em segmentos que ainda deverão ser definidos no processo de execução.
A proposta altera a tecnologia empregada em partes da rede de transporte de alta capacidade. Na prática, os corredores selecionados deixariam de operar exclusivamente com ônibus articulados e passariam a contar com uma solução sobre trilhos. O documento não informa quais estações ou extensões serão contempladas, nem apresenta os custos ou o cronograma das obras.
Por isso, a mudança dependerá de decisões posteriores relacionadas a projetos, contratos, financiamento e intervenções físicas. O Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Rio de Janeiro trata de diretrizes e mecanismos ligados ao planejamento do transporte, incluindo considerações para a criação de um fundo municipal. Já o decreto com as diretrizes do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável integra o conjunto de documentos oficiais que orientam essa política.
Meta inclui 50 quilômetros de infraestrutura cicloviária
Além do transporte coletivo, a prefeitura estabeleceu a implantação de 50 quilômetros de infraestrutura cicloviária até 2028. A meta amplia o espaço destinado às bicicletas na mobilidade urbana e oferece uma alternativa para deslocamentos que hoje dependem de ônibus, automóveis ou motocicletas.
A infraestrutura cicloviária deverá ser analisada em conjunto com as demais medidas do plano. A conexão entre ciclovias, estações, corredores de BRT, linhas de ônibus e trechos de VLT pode influenciar a utilidade da rede para os moradores. O documento, entretanto, não especifica neste recorte quais bairros receberão as novas estruturas.
O conjunto de ações mostra que a estratégia da Prefeitura do Rio combina renovação de veículos, mudança tecnológica, integração regional e ampliação de alternativas de deslocamento. Para que as metas saiam do planejamento, ainda serão necessários detalhamento dos projetos, definição de prioridades e acompanhamento dos prazos até 2028. O resultado para os passageiros dependerá da execução coordenada dessas diferentes frentes.