A Agência Nacional de Mineração (ANM) está executando um plano voltado à modernização de seus serviços digitais e à melhoria do relacionamento com o cidadão. Apresentado oficialmente em 19 de outubro de 2026, o Plano de Transformação Digital 2025–2027 organiza medidas para simplificar procedimentos, ampliar a oferta de serviços on-line e aprimorar a gestão de informações dentro da autarquia.
Com vigência de outubro de 2025 a dezembro de 2027, a iniciativa reúne quatro frentes de atuação: serviços digitais e qualidade do atendimento; unificação de canais digitais; governança e gestão de dados; e segurança e privacidade. A proposta posiciona a transformação digital como uma agenda institucional, com impacto tanto na prestação de serviços públicos quanto na organização interna da agência.
Plano busca melhorar a experiência do cidadão
O primeiro eixo trata dos serviços digitais e da qualidade do atendimento. Na prática, o foco está em tornar mais simples a interação entre usuários e a ANM, especialmente em procedimentos que podem ser realizados por meios eletrônicos. A iniciativa também prevê a integração entre as áreas de tecnologia, ouvidoria e atendimento, aproximando setores que participam de diferentes etapas da relação com o público.
Essa articulação é relevante porque a digitalização de um serviço não depende apenas da criação de uma plataforma. Também envolve a forma como o cidadão encontra informações, acompanha solicitações e recebe orientações. Ao incluir a qualidade do atendimento entre os eixos do plano, a ANM indica que a modernização deve considerar a experiência completa do usuário, e não somente a adoção de novas ferramentas.
Segundo a Agência Nacional de Mineração, o planejamento está alinhado à Estratégia Federal de Governo Digital 2024–2027. Esse alinhamento coloca a iniciativa da autarquia dentro de uma política mais ampla de modernização do Estado, que busca ampliar a utilização de canais digitais e qualificar a entrega de serviços públicos.
Integração de canais e organização dos dados
Outro eixo do plano prevê a unificação de canais digitais. A medida pretende reduzir a dispersão de informações e orientar o público por caminhos mais integrados ao buscar serviços, esclarecimentos ou atendimento da agência. Para o cidadão, a organização dos canais pode facilitar a localização de conteúdos e diminuir a necessidade de recorrer a diferentes meios para resolver uma mesma demanda.
A governança e a gestão de dados formam a terceira frente da iniciativa. Em uma agência reguladora, informações organizadas são importantes para apoiar processos administrativos, atendimento, transparência e tomada de decisões. O plano trata esse tema como parte da transformação digital, sinalizando que a modernização não se limita à interface dos serviços, mas também envolve a maneira como os dados são administrados.
A estruturação de dados pode favorecer maior consistência das informações utilizadas pelas áreas da ANM e melhorar a coordenação entre setores. No entanto, o plano apresentado pela autarquia não detalha, na fonte oficial consultada, quais bases específicas serão alteradas nem estabelece, para o público, um cronograma individual para cada serviço. Por isso, os resultados deverão ser acompanhados conforme a execução das ações até o fim de 2027.
Segurança e privacidade integram a estratégia
A quarta frente é dedicada à segurança e à privacidade. O tema ganha importância à medida que órgãos públicos ampliam a oferta de serviços digitais e passam a depender cada vez mais de sistemas e dados para executar suas atividades. Proteger informações e fortalecer os controles relacionados ao ambiente digital são objetivos apresentados junto à inovação e à melhoria do atendimento.
Ao incluir segurança e privacidade no mesmo plano que trata de serviços, canais e dados, a ANM reconhece que a digitalização precisa avançar com proteção. A abordagem é especialmente relevante para uma autarquia responsável pela regulação e fiscalização do setor mineral, uma área estratégica da economia brasileira e que envolve diferentes públicos, empresas e processos administrativos.
O Plano de Transformação Digital 2025–2027, portanto, representa uma tentativa de organizar em uma única agenda temas que costumam aparecer de forma separada: atendimento ao cidadão, integração tecnológica, governança de informações e proteção de dados. A execução seguirá até dezembro de 2027, período em que a ANM deverá desenvolver as ações previstas e acompanhar a evolução de sua estrutura digital.